Acabo de chegar de Istambul, uma cidade que não deixa indiferente a ninguém. Hoje porém não me apetece falar das extraordinárias mesquitas, das igrejas bizantinas ou dos palácios otomanos, mas sim dos gatos vadios de Istambul.
Surpreendentemente há centenas de gatos por todo o lado. São muito tranquilos e parecem bem tratados. Não são nada esquivos e até saltam para o colo de estranhos como a mim me passou na antiga igreja bizantina de Chora. Mas porque razão são tão prósperos estes gatos vadios meio europeus, meio asiáticos? Uns dizem que o sistema de recolha de lixo, – que não é feito em contentores mas sim em sacos de plástico, – facilita a alimentação dos felinos. Outros, que sempre lhes toca alguma coisa das sobras dos milhares de restaurantes que proliferam por toda a cidade. O que é certo é que os gatos de Istambul – tal como os doze milhões de habitantes da cidade, – vivem bem e parecem felizes.