Uma das grandes descobertas que fiz desde que ando por estas terras, foi a riqueza da cozinha catalã, cozinha que ano após ano ganha reconhecimento internacional, através de tantos prémios e galardöes.
Desde a mais modesta masia ao mais prestigioso restaurante, come-se muito bem e com grande qualidade, nestas paragens.
Há duas ou três semanas atrás fui comer a um restaurante galardoado com uma estrela MIchelin. Tratou-se do "Restaurant Fogony" em Sort. O nome "Fogony" não tem nada a ver com fogões mas antes com o nome dum vento que sopra no Pallars Sobirá e que tem fama de derretar as neves, sendo também conhecido como o "come neves".
O restaurante é gerido por um casal, o Jose e a Zai (ela na cozinha, ele às mesas). O ambiente é moderno, a fugir para o requintado. Desde há sete anos que têm a estrela.
Comi de entrada "Colmenillas, Foie de pato, armagnac y oporto" e a minha acompanhante "Salteado de pulpitos de Tarragona, ajos tiernos y espárragos verdes".
Seguiu-se "Gall del Penedés Eco a la "cocote" con trufa y setas" e "Lomo de bacalao, espinacas salteadas, raviolis de cebolla y tomate".
De sobremesa optou-se por "Caribe: Lingote de chocolate, mojito, plátano y lima".
As "colmenillas" (espécie de cogumelo) estavam excepcionais, – não recordo nos últimos anos de haver provado algo tão delicioso, – quanto ao galo, servido numa pequena caçarola também estava óptimo embora não deslumbrante.
A minha convidada não se queixou nem dos pulpitos (pequenos polvos) nem do bacalhau.
O mais decepcionante foi a sobremesa, um doce inventado pelo filho – segundo o Jose, – mas também quem nos manda pedir "Caribe" no Pirinéu?
O pão era ecológico e feito na casa assim como as verduras eram de sua própria horta.